Nós até arrumamos o guarda-roupa com alguma frequência. E no processo de selecionar o que fica e o que vai, é possível identificar a presença do sofrimento. A roupa que ainda está nova e com etiqueta. Aquele vestido incrível que não cabe mais. Aquela calça que te fala quando você está no peso ideal. E até aquela roupa de dormir que já dorme sozinha de tão velha que está. Ao olhar para cada peça de roupa, uma história é contada e as emoções que conectam aqueles objetos, são sentidas.
Agora imagine fazer uma arrumação no seu guarda-roupa interior. Apesar de saber que já chegou a hora de se despedir de muita coisa, algo ainda te faz acreditar que é melhor guardar um pouco mais. Seja por medo ou amor. Mas, uma coisa eu te digo, sem liberar não sobra espaço para o novo.
O que precisa sair? O que já cumpriu com sua função? O que você já reconhece que apesar de toda proteção, chegou a hora de seguir sem?
Faça uma lista do que já pode ser doado ou descartado. Ao abrir mão de tudo isso, sinta o que esse espaço vazio provoca. Se possível, crie uma expectativa saudável para visualizar o que de novo espera construir e receber. Algo virá para preencher esse espaço…
Poliana Mota.
Psicóloga e psicoterapeuta.










