“Eles me batem porque sou uma criança malvada, eles gritam comigo porque sou desobediente. Tudo tem a ver comigo, não com eles — eles são legais.” (Jonh Bradshaw)
Era assim que a sua criança enxergava seus pais. Existia uma idealização tão intensa que nada quebrava essa imagem de que eles eram perfeitos e o erro estava em você.
Olhar para sua infância e constatar que faltou cuidado, acolhimento, orientação, limites, proteção, amor. É difícil, eu sei. Porém, ignorar, minimizar ou racionalizar inúmeras situações que foram dolorosas, não resolve a questão.
O primeiro passo é olhar e aceitar que muito do que foi feito te feriu, marcas desse passado estão presentes e doem até hoje.
“Essa idealização dos pais é o centro da defesa do ego e deve ser destruída. Seus pais não eram maus, eram apenas crianças feridas.” (Jonh Bradshaw)
Esses dias eu escutei uma frase que me marcou, diz assim: “Ninguém escolhe errar.” Eu acredito que se eles soubessem dos efeitos e tivessem consciência da dor que provocavam quando tomavam algumas atitudes, eles fariam diferente.
Agora, a responsabilidade de lamentar essa dor e acolher a sua criança interior ferida é sua.
Não é porque o tempo passou, que esse assunto foi resolvido. A sua criança ferida interfere diariamente, porque reage a esse contexto internamente. Seu desafio agora é perceber o que está acontecendo e acolhê-la.
Poliana Mota.
Psicóloga, psicoterapeuta Humanista
e Consteladora Familiar Sistêmica.










